quinta, 27 de agosto de 2026
A cerimônia de abertura da Jornada de Urgências e Emergências da Associação Médica de Londrina (AML), realizada em Londrina no dia 7 de agosto de 2026, teve um dos seus momentos mais simbólicos e emocionantes com a entrega da Medalha Heróis de Curar, concedida pela Associação Médica do Paraná (AMP), em reconhecimento a médicos e médicas que dedicaram suas vidas ao avanço da medicina, à formação de profissionais e ao cuidado da população. A homenagem contou com a presença do presidente da AMP, Dr. José Fernando Macedo. Em Curitiba, a solenidade de entrega da honraria a todos os demais agraciados da edição 2026 ocorreu no mês de junho.
Em Londrina, foram homenageados o Dr. Pedro Gordan, indicado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia; a Dra. Zuleika Thomson, indicada pela Associação Médica de Londrina; e o Dr. Antonio Fernandes Neto, indicado pela Sociedade Brasileira de Urologia, Seção Paraná.
A Medalha Heróis de Curar representa um registro permanente da história da medicina no Paraná, valorizando trajetórias que ajudaram a construir a saúde, fortalecer especialidades médicas, formar novas gerações de profissionais e transformar a vida de milhares de pacientes.
Dr. Pedro Gordan é pioneiro na Nefrologia e na educação médica
Nascido em 1944, o Dr. Pedro Gordan acumula quase seis décadas dedicadas à assistência, ao ensino, à pesquisa e à gestão universitária, tornando-se um dos principais protagonistas da história da Nefrologia e da educação médica no país.
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1967, concluiu o Doutorado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 1977 e, posteriormente, obteve o título de Master of Health Professions Education pela University of Illinois, nos Estados Unidos, aprofundando sua atuação na área da educação médica. Sua vinda para Londrina ocorreu em janeiro de 1970, quando ainda estava em formação.
Foi nas residências em clínica médica e nefrologia que se aproximou de uma especialidade que, à época, dava seus primeiros passos no Brasil. No início da carreira, trabalhou com o Dr. Adyr Soares Mulinari, que trouxe a nefrologia para o Brasil. Em seguida, junto com o Dr. Altair Jacob Mocelin, formou uma equipe reconhecida em todo o país e que proporcionou um dos momentos mais marcantes de sua carreira, o primeiro transplante renal do Paraná, realizado em 10 de julho de 1973 no Hospital Universitário de Londrina. "O Dr. Altair foi aos Estados Unidos, ficou dois anos e, quando voltou, trouxe todas as condições para fazermos o primeiro transplante do Paraná", recordou.
Na UEL, Gordan exerceu funções que marcaram a história da instituição. Foi professor, diretor clínico do Hospital Universitário, diretor do Centro de Ciências da Saúde por oito anos e reitor da universidade entre 2001 e 2002. Liderou uma profunda reforma curricular que transformou os cursos de Medicina e Enfermagem em referências nacionais, além de participar da implantação da metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), revolucionando a formação médica brasileira. Sua liderança ultrapassou as fronteiras do Paraná ao presidir a Sociedade Brasileira de Nefrologia entre 2006 e 2008, período em que promoveu a modernização da educação continuada, reformulou a prova de título da especialidade e implantou iniciativas pioneiras de ensino a distância.
Ao refletir sobre o significado do reconhecimento, Gordan fez questão de contextualizar a transformação que presenciou ao longo de décadas. "Quando eu comecei na nefrologia, era exceção você sobreviver à doença renal crônica. A diálise era algo muito restrito, só para alguns que tinham condições ou convênios que aceitavam. Hoje o SUS paga tudo e isso foi um grande avanço."
Apesar de toda a contribuição científica e institucional, ele destacou o que considera mais importante em sua trajetória. "Uma das coisas que mais me importa além da profissão médica é ter sido professor e como isso resultou na formação de pessoas como Antônio Fernandes Neto, que também está sendo homenageado", orgulhou-se.
Membro titular da Academia Paranaense de Medicina e Cidadão Honorário de Londrina, Dr. Pedro permanece ativo como professor e mentor de cursos de especialização, mantendo vivo seu compromisso com a formação de novos médicos. Sua trajetória simboliza o legado de um mestre que ajudou a transformar a medicina por meio do conhecimento, da inovação e da dedicação aos pacientes.
Dra. Zuleika Thomson transformou o aleitamento materno e a saúde da criança
Referência nacional e internacional em Pediatria Social, a Dra. Zuleika Thomson construiu uma carreira dedicada à promoção do aleitamento materno e à melhoria da saúde materno-infantil. Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1965, é pediatra e, no contato diário com as crianças, acabou despertando para um interesse que mudaria o rumo de sua carreira.
“Comecei a me interessar pela saúde infantil no sentido de prevenção. A partir daí, fiz uma especialização em saúde pública em pediatria e posteriormente me especializei em aleitamento materno. Minha vida foi quase toda dedicada ao aleitamento materno", contou.
Especialista em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da USP, doutora pela UEL e pós-doutora pela University of London, Dra. Zuleika recordou os primórdios desse trabalho em Londrina, quando a realidade era bastante diferente da atual. "Quando começamos, observávamos que a amamentação não era um hábito, as famílias preferiam as fórmulas, o leite em pó. Nessa época, começamos a observar também um índice altíssimo de crianças com desnutrição", relata.
Foi a partir desse diagnóstico que se estruturou um movimento que começou com conversas com mães em ambulatórios e maternidades de Londrina e se expandiu por todo o Paraná. "Não foi um movimento local. Nós tivemos um grupo de pediatras que viajou o Brasil inteiro. Eu fiz parte de algumas dessas viagens que se chamavam Caravana do Peito, em que íamos nas cidades fazendo palestras e tentando aumentar o índice de aleitamento materno."
Sua tese de doutorado, a primeira no Brasil dedicada ao aleitamento materno, revelou um achado que orientaria toda sua trajetória. "Na tese, identifiquei que quem mais amamentava era a mãe analfabeta de zona rural, que não tinha contato com médicos ou serviços médicos", destaca.
A descoberta mostrava que os serviços de saúde precisavam melhorar e que era necessário investir no estímulo ao aleitamento materno como política pública. Foi a partir dessa pesquisa que nasceu o Programa de Estímulo ao Aleitamento Materno (PEAM), iniciativa pioneira que mobilizou profissionais das unidades básicas de saúde, maternidades e hospitais de Londrina e região para incentivar o aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de vida. "Hoje temos um número bem maior de mães amamentando, interessadas, mas ainda precisando de ajuda", avaliou.
Ao longo da carreira participou da implantação do programa Hospital Amigo da Criança, formando profissionais em Londrina, no Paraná e em diversos estados brasileiros. Traduziu para o português a obra "Como ajudar as mães a amamentar", referência internacional distribuída em países de língua portuguesa com apoio da Organização Mundial da Saúde. Publicou livros, dezenas de artigos científicos, orientou pesquisas e participou de inúmeras bancas de pós-graduação.
Seu trabalho recebeu distinções como o Cecily Williams Award, concedido pela International Lactation Consultant Association (ILCA), além de homenagens da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria, da Sociedade Paranaense de Pediatria, da UEL, da Associação Médica de Londrina, da Associação Médica do Paraná, do título de Cidadã Honorária de Londrina e do Diploma de Mérito Ético Profissional concedido pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná.
Quando perguntada sobre a experiência de ser uma mulher pioneira na medicina, Dra. Zuleika recorda que, em sua turma na Faculdade de Medicina da USP, havia apenas oito mulheres em oitenta alunos. "Os professores não nos respeitavam. Um número enorme dizia que não era para ensinar nada para a gente porque em nossas vidas íamos apenas cozinhar, lavar roupa."
Ela conta que superou obstáculos com o apoio de um parceiro que a acompanha desde o primeiro colegial, o Dr. João Carlos Thomson, numa relação que está prestes a completar 70 anos. "Dá para fazer medicina e dá para ser mãe, avó. Eu tenho quatro netos", concluiu, com a tranquilidade de quem construiu uma trajetória sem abrir mão de nada que considerasse essencial.
Dr. Antonio Fernandes Neto se dedicou à Urologia e ao ensino
Com quase cinquenta anos de atuação profissional, o Dr. Antonio Fernandes Neto tornou-se uma das principais referências da Urologia paranaense, reunindo excelência clínica, sólida formação acadêmica e importante contribuição para a formação de novos especialistas. “Fiz toda a minha formação na Universidade Estadual de Londrina, da graduação ao doutorado. Sempre me dediquei a ensinar, é o que mais me orgulho em toda a minha trajetória."
Graduado em Medicina pela UEL em 1977, é mestre e doutor em Medicina e Ciências da Saúde pela mesma instituição. Atuou como professor do curso de Medicina e teve papel decisivo na formação de inúmeros urologistas por meio da Residência Médica em Urologia do Hospital Universitário de Londrina.
Para ele, o tempo passado nos corredores acadêmicos foi um prazer. "Ser professor é o que mais me honra. O professor aprende muito com os alunos e com os colegas", diz, deixando um conselho que carrega a sabedoria de quem conhece a fundo a prática médica. "Tenha cuidado com o médico que sabe tudo. A gente tem que ter conhecimento, mas tem que ter humildade de aprender com os colegas e os pacientes."
Especialista em Urologia com título reconhecido pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Urologia, construiu uma carreira marcada pela excelência no atendimento clínico e cirúrgico, destacando-se no tratamento das doenças do sistema urinário, na cirurgia urológica e na utilização de técnicas modernas, como a litotripsia para fragmentação de cálculos renais. Ao longo de sua trajetória integrou o corpo clínico de importantes instituições de Londrina, como a Santa Casa, a Uroclínica e a LITOTRIP, contribuindo para o fortalecimento da assistência urológica na região.
Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Urologia desde 1985, desenvolveu uma carreira pautada pelo compromisso ético, pelo aperfeiçoamento científico contínuo e pela dedicação ao cuidado dos pacientes. Sua atuação como médico, professor e pesquisador contribuiu para consolidar a Urologia londrinense como referência regional e estadual.
Fonte : Carolina Avansini e Mariana Guerin - Infinita Escrita
Foto: Cao Oliver e Suelen Gianetti
Em Londrina, foram homenageados o Dr. Pedro Gordan, indicado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia; a Dra. Zuleika Thomson, indicada pela Associação Médica de Londrina; e o Dr. Antonio Fernandes Neto, indicado pela Sociedade Brasileira de Urologia, Seção Paraná.
A Medalha Heróis de Curar representa um registro permanente da história da medicina no Paraná, valorizando trajetórias que ajudaram a construir a saúde, fortalecer especialidades médicas, formar novas gerações de profissionais e transformar a vida de milhares de pacientes.
Dr. Pedro Gordan é pioneiro na Nefrologia e na educação médica
Nascido em 1944, o Dr. Pedro Gordan acumula quase seis décadas dedicadas à assistência, ao ensino, à pesquisa e à gestão universitária, tornando-se um dos principais protagonistas da história da Nefrologia e da educação médica no país.
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1967, concluiu o Doutorado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 1977 e, posteriormente, obteve o título de Master of Health Professions Education pela University of Illinois, nos Estados Unidos, aprofundando sua atuação na área da educação médica. Sua vinda para Londrina ocorreu em janeiro de 1970, quando ainda estava em formação.
Foi nas residências em clínica médica e nefrologia que se aproximou de uma especialidade que, à época, dava seus primeiros passos no Brasil. No início da carreira, trabalhou com o Dr. Adyr Soares Mulinari, que trouxe a nefrologia para o Brasil. Em seguida, junto com o Dr. Altair Jacob Mocelin, formou uma equipe reconhecida em todo o país e que proporcionou um dos momentos mais marcantes de sua carreira, o primeiro transplante renal do Paraná, realizado em 10 de julho de 1973 no Hospital Universitário de Londrina. "O Dr. Altair foi aos Estados Unidos, ficou dois anos e, quando voltou, trouxe todas as condições para fazermos o primeiro transplante do Paraná", recordou.
Na UEL, Gordan exerceu funções que marcaram a história da instituição. Foi professor, diretor clínico do Hospital Universitário, diretor do Centro de Ciências da Saúde por oito anos e reitor da universidade entre 2001 e 2002. Liderou uma profunda reforma curricular que transformou os cursos de Medicina e Enfermagem em referências nacionais, além de participar da implantação da metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), revolucionando a formação médica brasileira. Sua liderança ultrapassou as fronteiras do Paraná ao presidir a Sociedade Brasileira de Nefrologia entre 2006 e 2008, período em que promoveu a modernização da educação continuada, reformulou a prova de título da especialidade e implantou iniciativas pioneiras de ensino a distância.
Ao refletir sobre o significado do reconhecimento, Gordan fez questão de contextualizar a transformação que presenciou ao longo de décadas. "Quando eu comecei na nefrologia, era exceção você sobreviver à doença renal crônica. A diálise era algo muito restrito, só para alguns que tinham condições ou convênios que aceitavam. Hoje o SUS paga tudo e isso foi um grande avanço."
Apesar de toda a contribuição científica e institucional, ele destacou o que considera mais importante em sua trajetória. "Uma das coisas que mais me importa além da profissão médica é ter sido professor e como isso resultou na formação de pessoas como Antônio Fernandes Neto, que também está sendo homenageado", orgulhou-se.
Membro titular da Academia Paranaense de Medicina e Cidadão Honorário de Londrina, Dr. Pedro permanece ativo como professor e mentor de cursos de especialização, mantendo vivo seu compromisso com a formação de novos médicos. Sua trajetória simboliza o legado de um mestre que ajudou a transformar a medicina por meio do conhecimento, da inovação e da dedicação aos pacientes.
Dra. Zuleika Thomson transformou o aleitamento materno e a saúde da criança
Referência nacional e internacional em Pediatria Social, a Dra. Zuleika Thomson construiu uma carreira dedicada à promoção do aleitamento materno e à melhoria da saúde materno-infantil. Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1965, é pediatra e, no contato diário com as crianças, acabou despertando para um interesse que mudaria o rumo de sua carreira.
“Comecei a me interessar pela saúde infantil no sentido de prevenção. A partir daí, fiz uma especialização em saúde pública em pediatria e posteriormente me especializei em aleitamento materno. Minha vida foi quase toda dedicada ao aleitamento materno", contou.
Especialista em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da USP, doutora pela UEL e pós-doutora pela University of London, Dra. Zuleika recordou os primórdios desse trabalho em Londrina, quando a realidade era bastante diferente da atual. "Quando começamos, observávamos que a amamentação não era um hábito, as famílias preferiam as fórmulas, o leite em pó. Nessa época, começamos a observar também um índice altíssimo de crianças com desnutrição", relata.
Foi a partir desse diagnóstico que se estruturou um movimento que começou com conversas com mães em ambulatórios e maternidades de Londrina e se expandiu por todo o Paraná. "Não foi um movimento local. Nós tivemos um grupo de pediatras que viajou o Brasil inteiro. Eu fiz parte de algumas dessas viagens que se chamavam Caravana do Peito, em que íamos nas cidades fazendo palestras e tentando aumentar o índice de aleitamento materno."
Sua tese de doutorado, a primeira no Brasil dedicada ao aleitamento materno, revelou um achado que orientaria toda sua trajetória. "Na tese, identifiquei que quem mais amamentava era a mãe analfabeta de zona rural, que não tinha contato com médicos ou serviços médicos", destaca.
A descoberta mostrava que os serviços de saúde precisavam melhorar e que era necessário investir no estímulo ao aleitamento materno como política pública. Foi a partir dessa pesquisa que nasceu o Programa de Estímulo ao Aleitamento Materno (PEAM), iniciativa pioneira que mobilizou profissionais das unidades básicas de saúde, maternidades e hospitais de Londrina e região para incentivar o aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de vida. "Hoje temos um número bem maior de mães amamentando, interessadas, mas ainda precisando de ajuda", avaliou.
Ao longo da carreira participou da implantação do programa Hospital Amigo da Criança, formando profissionais em Londrina, no Paraná e em diversos estados brasileiros. Traduziu para o português a obra "Como ajudar as mães a amamentar", referência internacional distribuída em países de língua portuguesa com apoio da Organização Mundial da Saúde. Publicou livros, dezenas de artigos científicos, orientou pesquisas e participou de inúmeras bancas de pós-graduação.
Seu trabalho recebeu distinções como o Cecily Williams Award, concedido pela International Lactation Consultant Association (ILCA), além de homenagens da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria, da Sociedade Paranaense de Pediatria, da UEL, da Associação Médica de Londrina, da Associação Médica do Paraná, do título de Cidadã Honorária de Londrina e do Diploma de Mérito Ético Profissional concedido pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná.
Quando perguntada sobre a experiência de ser uma mulher pioneira na medicina, Dra. Zuleika recorda que, em sua turma na Faculdade de Medicina da USP, havia apenas oito mulheres em oitenta alunos. "Os professores não nos respeitavam. Um número enorme dizia que não era para ensinar nada para a gente porque em nossas vidas íamos apenas cozinhar, lavar roupa."
Ela conta que superou obstáculos com o apoio de um parceiro que a acompanha desde o primeiro colegial, o Dr. João Carlos Thomson, numa relação que está prestes a completar 70 anos. "Dá para fazer medicina e dá para ser mãe, avó. Eu tenho quatro netos", concluiu, com a tranquilidade de quem construiu uma trajetória sem abrir mão de nada que considerasse essencial.
Dr. Antonio Fernandes Neto se dedicou à Urologia e ao ensino
Com quase cinquenta anos de atuação profissional, o Dr. Antonio Fernandes Neto tornou-se uma das principais referências da Urologia paranaense, reunindo excelência clínica, sólida formação acadêmica e importante contribuição para a formação de novos especialistas. “Fiz toda a minha formação na Universidade Estadual de Londrina, da graduação ao doutorado. Sempre me dediquei a ensinar, é o que mais me orgulho em toda a minha trajetória."
Graduado em Medicina pela UEL em 1977, é mestre e doutor em Medicina e Ciências da Saúde pela mesma instituição. Atuou como professor do curso de Medicina e teve papel decisivo na formação de inúmeros urologistas por meio da Residência Médica em Urologia do Hospital Universitário de Londrina.
Para ele, o tempo passado nos corredores acadêmicos foi um prazer. "Ser professor é o que mais me honra. O professor aprende muito com os alunos e com os colegas", diz, deixando um conselho que carrega a sabedoria de quem conhece a fundo a prática médica. "Tenha cuidado com o médico que sabe tudo. A gente tem que ter conhecimento, mas tem que ter humildade de aprender com os colegas e os pacientes."
Especialista em Urologia com título reconhecido pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Urologia, construiu uma carreira marcada pela excelência no atendimento clínico e cirúrgico, destacando-se no tratamento das doenças do sistema urinário, na cirurgia urológica e na utilização de técnicas modernas, como a litotripsia para fragmentação de cálculos renais. Ao longo de sua trajetória integrou o corpo clínico de importantes instituições de Londrina, como a Santa Casa, a Uroclínica e a LITOTRIP, contribuindo para o fortalecimento da assistência urológica na região.
Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Urologia desde 1985, desenvolveu uma carreira pautada pelo compromisso ético, pelo aperfeiçoamento científico contínuo e pela dedicação ao cuidado dos pacientes. Sua atuação como médico, professor e pesquisador contribuiu para consolidar a Urologia londrinense como referência regional e estadual.
Fonte : Carolina Avansini e Mariana Guerin - Infinita Escrita
Foto: Cao Oliver e Suelen Gianetti